cratera em estrela, finco, arpão
meu amor, minha dor, meu desespero anti-musical
anti-vibracional
meu desespero sucessivo, fábrica amor, fábrica, cólica arterial
lágrima infantil, soluço primata
meu fim, objeto perdido, sonho na galáxia desaparecida
minha emoção entregada e devolvida
vácuo, densidade, infinita.
[se eu brinco tristemente de buscar nosso passado em meu presente é porque agora vimos um filme repetido e as janelas azuis se tocam com a brisa de margaridas marítimas, levemente salgado é o sabor das suas lágrimas escorrendo em meu nariz e do oceano dentro de mim, pesadamente amargo é o gosto das minhas lágrimas se dissolvendo no travesseiro, o pó em meus pulmões, os pulsos como brânquias escalartes, minha asa me esperando no precipício, minha alma atônita com o coração complexo. paradoxo assassino, brutal, verbal. ei, lágrima que se equilibra entre a vontade de cantar sobre um 3, quase 4, a procura do pôr-do-sol queimando no horizonte distante, ei lágrima, não desmorone assim. há tantos anos que você é tão facilmente em maré alta. que faz dos meus olhos a costa noturna do litoral. o deseparecido. o desaparecido, então, o último amor desatinou em me deixar frames de caixa-postal direcionada como moldes dos antigos fins.]
azul celeste, o amor é flecha que não que não retorna.
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