quarta-feira, 25 de novembro de 2009

abro os olhos de manhã,


mas,

fecho os olhos pra te ver.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Deixa, se fosse sempre assim quente
Deita aqui perto de mim
Tem dias em que tudo está em paz
E agora todos os dias são iguais

Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora que estou sozinho
Mas não venha me roubar

Vamos brincar perto da usina
Deixa pra lá, a angra é dos reis
Pra que se explicar se não existe perigo ?

Senti seu coração perfeito batendo à toa
E isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora que estou sozinho
mas não venha me roubar

Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi
Mesmo se as estrelas começassem a cair
E a luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
E você visse nosso corpo em chamas
Deixa pra lá.

Quando as estrelas começarem a cair
Me diz, me diz pra onde a gente vai fugir ?"

segunda-feira, 23 de novembro de 2009



saber que você odeia o que eu acreditei que você mais precisava me fez perder a coragem de me entregar de novo. e de acreditar,


Don't go, you'll only want to come back again...


não sei como pode ter sido tão difícil por tanto tempo assim - é apenas um trincar de unhas contra signos que sublima para o mundo, como um sopro mágico.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

cratera em estrela, finco, arpão
meu amor, minha dor, meu desespero anti-musical
anti-vibracional
meu desespero sucessivo, fábrica amor, fábrica, cólica arterial
lágrima infantil, soluço primata
meu fim, objeto perdido, sonho na galáxia desaparecida
minha emoção entregada e devolvida
vácuo, densidade, infinita.

[se eu brinco tristemente de buscar nosso passado em meu presente é porque agora vimos um filme repetido e as janelas azuis se tocam com a brisa de margaridas marítimas, levemente salgado é o sabor das suas lágrimas escorrendo em meu nariz e do oceano dentro de mim, pesadamente amargo é o gosto das minhas lágrimas se dissolvendo no travesseiro, o pó em meus pulmões, os pulsos como brânquias escalartes, minha asa me esperando no precipício, minha alma atônita com o coração complexo. paradoxo assassino, brutal, verbal. ei, lágrima que se equilibra entre a vontade de cantar sobre um 3, quase 4, a procura do pôr-do-sol queimando no horizonte distante, ei lágrima, não desmorone assim. há tantos anos que você é tão facilmente em maré alta. que faz dos meus olhos a costa noturna do litoral. o deseparecido. o desaparecido, então, o último amor desatinou em me deixar frames de caixa-postal direcionada como moldes dos antigos fins.]

azul celeste, o amor é flecha que não que não retorna.

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