quinta-feira, 18 de setembro de 2008


ah tô rodando sem parar - eu tô rodando eu tô rodando eu tô rodando eu tô rodando eu tô rodando eu tô rodando eu tô rodando eu tô rodando eu tô rodando
. . . .
eu cansei da poesia egocêntrica eu cansei da poesia sentimental eu cansei da poesia chorosa eu cansei da poesia em primeira pessoa eu cansei dessa facilidade que magoa eu cansei dessa barriga oca eu cansei dessa gente sofrendo eu não sei o que fazer com essa coisa me enlouquecendo eu não sei o que fazer com tanta gente já morta.


(vi na uol que o ibope das novelas da globo caiu feio) – acho que desistiram de sonhar com a mocinha o mocinho e o vilão. eles querem ver sangue, melhor ver o esqueleto pedindo comida no semáforo, melhor ver corpo pedindo dinheiro pro álcool, melhor ver tragédia, estupro e miséria. a boqueira a doença a pobreza a corrupção o joão-sem-nome a morte pela fome a morte pela intoxicação. “criancinha levando prego no olho” até o sensacionalismo soa mais real.

1 de(monstra)ram-me.:

Michelle disse...

Obrigada por deixar a sua marca lá.

Gostei daqui.

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