quinta-feira, 7 de agosto de 2008

amanhã eu acordo antes do sol
amanhã eu choro a incompreensão das pombas
amanhã eu rio a marginália cintilante no lado esquerdo do peito -
enquanto todos estão meio palmo do concreto triste e feio.

quando minhas veias se libertam de minhas fendas
quando eu sangro películas arteriais, estou provando que estou viva
pulsante
viva
pulsante
vivae
pulsante - viva
(que ainda não virei metaltijoloasfaltoalumínio
sem tempo de doer
chorar
rir e
escorrer.

2 comentários:

Clara Mazini disse...

As pombas são um mistério.
E vamos nós, pulsando por aí.

cra disse...

essa certeza não pode ser tão essencial

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