no dia em que,
eu puder escrever o som que as baleias fazem no oceano
no dia em que,
eu puder desenhar a sensação de ser um ser pulsante entre trilhões de seres rígidos
no dia em que,
eu puder escrever a oscilação de uma música aquática, o choro do vento ao mar
no dia em que,
eu puder desenhar a intensidade absurda de amar alguém que nunca chegou aos olhos
serei finalmente feliz, completamente completa e,
morrerei no extâse, sentindo
esse lindo veneno consumindo entre minhas veias.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
pequena, sempre poeta
Postar um comentário