terça-feira, 29 de janeiro de 2008
talvez eu devesse começar um diário, talvez eu devesse me matar. talvez eu devesse começar um diário, talvez eu devesse tentar me matar. talvez eu devesse descobrir por que essa maldita endorphina pica minha pele como se fossse interditável de se agarrar; meu coração geme, como um maldito nova yorquino viciado em heroína, por você. não encontro um meio de partir meu corpo em dois. e trincar minhas pequeninas unhas contra o teclado evita que meus olhos transbordem o choro da minha dor. se você fosse um pouco mais inteligente, saberia a cura para todos esses problemas. mas como você não é; você não sabe. você não sabe a cura na situação mais simples e mais bonita. suas veias são emaranhados de complicações defeituosas. minha boca está tão seca; nenhuma gota de saliva. uma pequenino, minúsculo átomo de saliva está tão só entre a profunda escuridão da minha boca, tão só.. sente falta de se sentir vitalizado expandindo vida, não só vida, mas vida luminosa para todas as direções, inclusive as dimensões paralelas. expandindo vida, se sentindo completo, encaixado, sobre total extâse de implosão e um simples gesto de amor? eu falo de amor para os cupins e eles devoram minha casa, minha fortaleza, minha moradia. talvez você devesse interditar seus sentidos, não quero outra música alegre, outra coisa estúpida de cinema. eu só quero interditar meus sentidos - não sentir nada mais. nada além do vácuo. não sentir nada nunca mais, teclas pressionadas. não sentir nunca mais. to see you when i wake up it's a gift i didnt think would be real.
sábado, 19 de janeiro de 2008
tem um inseto no meu teclado
não sei dizer se é um besouro;
ou se é uma barata muito pequena
e esverdeada
quem disse que eles são insetos . -
quando nós somos tão insignificantes
e diminutivos?
a casca dele é uma superfície brilhante
de um verde inatingível humanamente
como um escudo supremo e místico
dotado de antenas compenetradas numa agilidade
complexa
não, não ouso esmagá-lo
não ousaria jamais esmagar
tamanha sobrenaturalidade soberana,
acabo encantada excitada e assombrada
com suas virtudes desbanjantes e naturais.
nas folhas das revistas, observo seres humanos
feito espantalhos; sorvendo enfeites -
bugigangas anti-espirituais e exatas
julgando a beleza como a deformidade do nu.
não, não ousaria jamais;
esmagar tal dom, triturar seu escudo tão místico
um verde incrível - perfeitamente encontrado
entre o azul e o verde mato
um verde marinho
brilhante por si só
sem strass, sem brocado, sem nada
uma beleza única e verdadeira;
um filho do sol,
da terra,
e do mar;
desenhado em seu magnífico casco - um escudo de asas perfeitas)
não sei dizer se é um besouro;
ou se é uma barata muito pequena
e esverdeada
quem disse que eles são insetos . -
quando nós somos tão insignificantes
e diminutivos?
a casca dele é uma superfície brilhante
de um verde inatingível humanamente
como um escudo supremo e místico
dotado de antenas compenetradas numa agilidade
complexa
não, não ouso esmagá-lo
não ousaria jamais esmagar
tamanha sobrenaturalidade soberana,
acabo encantada excitada e assombrada
com suas virtudes desbanjantes e naturais.
nas folhas das revistas, observo seres humanos
feito espantalhos; sorvendo enfeites -
bugigangas anti-espirituais e exatas
julgando a beleza como a deformidade do nu.
não, não ousaria jamais;
esmagar tal dom, triturar seu escudo tão místico
um verde incrível - perfeitamente encontrado
entre o azul e o verde mato
um verde marinho
brilhante por si só
sem strass, sem brocado, sem nada
uma beleza única e verdadeira;
um filho do sol,
da terra,
e do mar;
desenhado em seu magnífico casco - um escudo de asas perfeitas)
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