acho que nem me importo com a perplexividade venenosa desenvolvendo-se há tanto tempo - que perdemos tentando sempre erguer com canetas & caronas - enquanto folhas de calendário são bruscamente dilaceradas com o tempo, vocês se desfolham pela inaptidão da compreensividade. e isso é triste, não para mim, mas para sua própria existência.
e eu, que já convivo sangrando com essa mulher que diz me espancar por amor. eu sangro meu uniforme escolar inteirinho próximo ao seu volante frustrado logo pela manhã. eu choro, mas, me sinto tranqüila - saí ouvindo joni mitchell e voltei sentindo yann tiersen nas veias do útero - os olhos são vermelhos porque a alma é inteirinha escalarte, e às vezes, um pouquinho do branco pois de tanto pulsar, eu morro também. desfaleço, deitada no chão em flores rígidas (colhidas naquela jornada, lembra?) - parindo ilustração surrealista dada o teatro inteiro - ontem à noite eu só me queria um pouco mais sem vontade de me despedir do mistério. em flores rígidas.
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